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Estudo

      Silas Queiroz 18/10/2019 18:00       Silas Queiroz

A superioridade de Cristo

A história do cristianismo começa com uma fortíssima oposição de todo o sistema religioso e político dominante e caminha, nesse final, para uma tentativa de conciliação por parte do mesmo sistema religioso e político de plantão.

 Jesus foi literalmente rejeitado neste mundo e seus primeiros seguidores também o foram, a ponto de serem torturados, lançados às feras, queimados em fogueiras.

Ainda hoje muitos cristãos estão sendo mortos.

O IV século d.C. prenunciou, no entanto, o que se tentaria fazer com a fé cristã: misturá-la com o sistema político e torná-la conciliável universalmente.

As resistências dos verdadeiros cristãos, em grupos conhecidos como morávios, albigentes, lollards e outros, gerou o que seria conhecido pelo mundo no limiar do século XVI como a Reforma Protestante.

A Reforma foi uma reafirmação de que a fé cristã não existia para estar amalgamada com nenhum sistema religioso ou político que tivesse como visão os bens desta terra.

A Europa assistiu o fragor de fortes movimentos de fé, que tiveram como principais vultos nomes como Lutero (Alemanha), Calvino e Zuínglio (Genebra Zurique, Suíça), John Knox (Escócia) e Savonarola (Itália).

É bem verdade que a Reforma também caminhou muito perto, em alguns casos, dos debates políticos da época, mesmo porque em alguns países sua propulsão se deu também pelo desejo dos governantes locais de romper com a supremacia de Roma, como era o caso da Inglaterra de Henrique VIII.

Mas a reforma sempre esteve além de toda e qualquer movimentação de cunho meramente político.

É verdade que na época o mundo vivia verdadeira ebulição política, econômica, social, cultural, filosófica, científica e religiosa, mas a reforma foi resultado de vidas impactadas pelo Espírito Santo, cheias de fé e de um zelo e busca pela verdade bíblica.

Homens e mulheres que entenderam que o cristianismo jamais poderia representar ou estar atrelado a um sistema cujo fim seja terreno.

Os movimentos de reforma e todos os reavivamentos que o sucederam, como o pietismo, na Alemanha, o puritanismo e o metodismo, na Inglaterra, representaram uma nítida ruptura com o sistema religioso vigente e com as estruturas políticas que se instalaram por toda a Europa, principalmente.

A Reforma está cheia de histórias de homens que não amaram suas próprias vidas, assim como haviam feito os cristãos dos primeiros séculos.


A superioridade de Cristo foi a marca principal da Reforma.

É por estas razões que a verdadeira fé cristã sequer cogita o ecumenismo, a propalada união universal das igrejas em busca de uma pretensa paz, sabidamente inalcançável pelas forças deste mundo.

Jesus veio a terra como o mais humilde de todos os homens, mas sua vitória na cruz o tornou o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Sua superioridade não autoriza ninguém sentar à mesa de negociação em Seu nome com quaisquer outros deuses.


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